Tempo de carnaval, a festa mais popular do Brasil

Desde às origens greco romanas, com os famosos bacanais (em honra ao deus Baco) ou rituais Dionisíacos( em honra ao deus Dionísio), o carnaval guarda alguns aspectos em comum...

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Por: Colunista Geral
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Desde às origens greco romanas, com os famosos bacanais (em honra ao deus Baco) ou rituais Dionisíacos( em honra ao deus Dionísio), o carnaval guarda alguns aspectos em comum através dos tempos. Esta singularidade se traduz pela transgressão de uma ordem vigente, onde impera o vale tudo e não apenas a carne (Carnevale). No Brasil colônia, desde seu início com as brincadeiras do intrudo, que consistia em jogar água nos amigos entre outras brincadeiras, passando pelos bailes de salões e as marchinhas, o carnaval ganha as ruas através dos cordões dos foliões e encontra seu apogeu no estilo tradicional baiano e nas escolas de samba do Rio de Janeiro, recriando um modelo tipo exportação para o mundo. Não é atoa que o Brasil é conhecido como o país do futebol, jogo do bicho e do Carnaval. Enquanto os dois primeiros ocorrem todos os dias, o carnaval ocorre uma vez por ano, iniciando numa sexta-feira e culminando na terça feira gorda quando deveria ser encerrado a meia noite. Havia uma tradição muito forte de fundo religioso que proibia antigamente que o carnaval cruzasse a fronteira da meia noite, pois já estaria dentro da quarta feira de cinzas, que deveria ser respeitado com o início da quaresma. Algumas maldições se seguiam acaso alguém não respeitasse esse veredicto; Há relatos fantasiosos que o próprio diabo dançou com os foliões, ou mesmo que as pessoas foram amaldiçoados com um ano ruim; os donos dos salões entravam em desgraça vindo a “quebrar” o seu estabelecimento mesmo para outros eventos futuros. Nos dias atuais esta tradição vem enfraquecendo nos grandes centros urbanos, mas ainda persistem nas comunidades rurais pelo interior do Brasil. Resistindo com o tempo esta festa popular carrega no seu bojo aspecto positivos e negativos, ou seja, marcada por contradições inconciliáveis. Se por um lado o carnaval é a festa da alegria, da dança, da comida farta, do lazer e do descanso, por outro lado vem os excessos da bebida, das drogas da promiscuidade sexual, da violência, dos acidentes automobilísticos, enfim da exacerbação dos instintos reprimidos. Todavia o feriado de carnaval não é igual pra todos; enquanto uns caem na folia, outros estão trabalhando, e há aqueles que aproveitam este tempo para viajar, buscar a paz interior, seja em retiros ou acampamentos espirituais onde prevalece a meditação, o relaxamento no intuito de conectar-se com as energias benéficas para um melhor enfrentamento da realidade concreta. Portanto carnaval não é só alienação, ou extrapolação dos instintos mais primitivos do ser humano; Ele também tem o equilíbrio através brincadeira saudável, do riso, da festa e do encontro de amigos e familiares, bem como da reconexão com o Eu mais profundo como preceituava a magia orgiástica dos festivais Dionisíacos da antiga Grécia. Bom carnaval e boas festas com alegria e consciência para todos!!

Fontes ( tradições populares orais; história antiga e história do Brasil colônia)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.