PROEMI visita museu ao ar livre

Nem o frio intenso da última terça-feira 03/07, fez com que nossos alunos  turvenses deixassem de buscar conhecimento. Os alunos da primeira e segunda séries do programa PROEMI da...

Geral
Por: Colunista Geral
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Nem o frio intenso da última terça-feira 03/07, fez com que nossos alunos  turvenses deixassem de buscar conhecimento. Os alunos da primeira e segunda séries do programa PROEMI da EEBJCOLODEL, juntamente com o gestor José Pedro Idalino, a Assessora e orientadora do projeto, Daiane Aparecida Boza Rezin, e os professores Maria de Fátima da Boit, José Mário Menegaro, Tatiana Moro de Oliveira, Rita de Cássia Gnoatto e Valdete Daros Idalino visitaram na cidade de Orleans o “Museu ao Ar Livre Princesa Isabel”, “Casa de Pedra”, “Catedral de Santa Otília” e “Paredão do Zé Diabo”. Para a maioria de alunos e professores foi uma experiência exclusiva, sendo que no final   rendeu até entrevista para uma emissora de TV do grupo SBT.
O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel é uma instituição de caráter tecnológico, histórico e documental que preserva, pesquisa e divulga a cultura material de diversas etnias, destacando um acervo proveniente da imigração na região sul de Santa Catarina. É o primeiro do gênero na América Latina, instalado numa área de vinte mil metros quadrados de terra. Foi idealizado pelo padre João Leonir Dall’Alba  tendo como mantenedora a antiga Fundacao Educacional Barriga Verde(Febave), que na atualidade chama-se Unibave               ( Universidade Barriga Verde) ; Padre Joao faleceu em 2006, e a Universidade vem mantendo este grande museu a céu aberto e sempre recebendo visitações de estudantes, professores, pesquisadores, acadêmicos, artistas e público em geral.  As construções, de características tradicionais, abrangem: capela, engenho de farinha de mandioca, estrebaria, galpão de serviços domésticos, cozinha de chão batido, casa do colono, cantina, meios de transporte, engenho de cana-de-açúcar, serraria pica-pau, oficinas artesanais, marcenaria, atafona, balsa, ferraria, monjolo e Centro de Vivências. Tudo isso remonta o final do século XIX e início do século XX,  quando se estabeleceram nestas terras catarinenses os primeiros imigrantes europeus, italianos, alemães, polonês entre outros. Terras estas que viviam os habitantes nativos com o xoklens e Kaigangs; deste conflito cultural restarão dos nativos alguns remanescentes de sua cultura , visto que os nativos da região ou foram mortos ou expulsos de suas terras. O museu destaca este momento em que o empreendimento colonizador do segundo Império  coloca o imigrante branco como protagonista de um processo que se tornará supremo em todo País. A parte final da visitação foram as esculturas no paredão de pedra nativa onde estão esculpidas as obras de Zé Diabo. Elas representam a Arte Sacra através de passagen bíblicas, tais como a Criação de Adão e Eva, o nascimento de Jesus, a abertura do Mar vermelho entre outras. Segundo os professores e guias da Unibave,  estas obras só foram possíveis devido a um pacto entre o “Padre e o Diabo”; mais precisamente o cidadão de Orleans, o artista Ze Diabo, que um dia sonhara em realizar este trabalho no grande paredão. Quando o padre João lá pelas décadas de 70 e 80 chega a Orleans, encontra no artista Zé Diabo, a pessoa ideal para colocar em prática seu sonho acalentado por anos de estudos no campo das artes na Europa. Desta forma unindo os sonhos de Joao e de Josė, com a apoio da fundação catarinense de cultura e Fundação Nacional de Arte(Fenarte), foi possível a realização destas magníficas obras que depois de um certo abandono, agora com apoio do prefeito municipal de Orleans começam a ser restauradas. O artista Zé Diabo faleceu em agosto de 2017, todavia o sonho do padre João, ainda persiste e agora ganha força com o Prefeito Municipal Dr. Jorge Koch, no sentido de concluir as obras inacabadas  e esculpir na gruta abaixo do paredão aquela que seria a grande obra: – ” O Juízo Final” assemelhando-se aos afrescos da Capela Sistina(Vaticano) de Michelangelo Buonarroti, grande artista renascentista. Concluindo diriamos que este resgate cultural é de extrema importância para preservar a memória histórica a qual demarca a nossa evolução enquanto civilização na linha do tempo. Um povo que não conhece seu passado difícilmente vislumbra o seu futuro. A arte é uma representacao da vida, e também uma das janelas para conhecimento do mundo, junto com a filosofia, a Ciência, a religião e o senso comum.  Por isso uma simples viagem pode significar um mergulho numa riqueza de conhecimentos que só nos bancos da escola não seria possível. Precisamos cada vez mais de sonhadores como padre João e Zé Diabo, para transformarmos a frágil materia prima da qual são feitas os sonhos em realidade concreta tal como o paredão rochoso onde se encontram as artes sacras do abençoado ZÉ DIABO!!!

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.