Primavera, enfim as flores

Enquanto no hemisfério norte o mês de setembro demarca a entrada do outono, nós aqui do hemisfério sul vivenciamos o início da primavera, o primeiro verão como diriam os...

Geral
Por: Colunista Geral
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Enquanto no hemisfério norte o mês de setembro demarca a entrada do outono, nós aqui do hemisfério sul vivenciamos o início da primavera, o primeiro verão como diriam os italianos; São os primeiros sinais da próxima estação que se aproxima, por isso podemos dizer que a primavera é uma espécie de verão amenizado no qual o inverno faz sua despedida. Todavia vivemos tempos de mudanças climáticas onde as estações já não estão mais definidas como antigamente. Por muitas vezes as quatro estações se manifestam numa mesma semana e mesmo num dia só; Mas a sábia natureza perseguindo seu propósito de manter o equilíbrio biológico não falha. Assim mesmo que as temperaturas não correspondam com as quatro estações, a natureza propicia outros indicadores para lembramos da estação vigente. Com efeito um indicador forte da entrada da primavera, além das temperaturas amenas é a vinda das flores. É este universo multicolorido das flores que dão o tom especial da primavera e sem elas podemos dizer que esta estação não chegou. E as flores não escolhem locais ideais para florescerem; simplesmente elas brotam em pântanos, terrenos pedregosos, terrenos bons,e mesmo inóspitos ou impossíveis. Quando cultivadas em belos jardins ou mesmo em terraços, canteiros ou vasos então a beleza e a sensibilidade das flores entram em sinergia com a singularidade humana. Como dizia nosso maior poeta aqui do Sul, Mário Quintana, o que mata um jardim não é só o descuido para com ele, mas a indiferença daqueles que por ele passam. Nosso poeta, implicitamente deixa claro que a indiferença não mata só as flores, mas também tudo o que nós humanos abandonamos, seja a educação dos filhos, nossa saúde, nossos projetos e sonhos, nossas amizades e também o sofrimento alheio. Em certo sentido, toda vez nos desconectamos, seja da natureza ou das relações humanas, criamos uma situação egóica de alheamento que também pode ser chamada de alienação. Em outras palavras, significa uma vida fragmentada, que produz a solidão mesmo diante da multidão. Por isso as flores vem nos despertar do sono ilusório da razão que perdeu o sentido da vida, da emoção e da sensibilidade. O grande médico e psicólogo russo Vigotski afirmava que os potenciais humanos são como botões, e que a partir do processo de educação e aprendizagem se abrem em flores, e cada um no seu tempo certo. No seu bojo, o mês de setembro que agora finda nos trouxe a comemoração da independência(7), as datas espirituais como a natividade de Nossa Senhora mãe de Jesus (8) o dia dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael (29), além das campanhas do Setembro Amarelo em prol da valorização da vida e prevenção contra o suicídio. Em contrapartida se tudo passou, as flores vieram pra ficar; a presença delas em todos os momentos da nossa vida, simbolizam esperança, beleza e alegria, e reafirmam um postulado de Cristo que nem só de pão vive o homem!! Portanto bem vinda a estação da flores, das rosas, dos crisântemos, dos cravos, das margaridas, das hortências, dos copos de leite, dos lírios, das tulipas, da flor de lótus, da flor-de -Liz, das onze horas, das quaresmeiras, das bromélias, das orquídeas, das flores dos ipês rocho, amarelo, branco e rosa, das flores de laranjeiras, limoeiros, macieiras e das flores do campo como o belo alecrim dourado. Enfim, que a vida de cada um seja repleta do colorido e perfume das flores, com promessas de vida no coração de cada um. E que o poder da flor nos leve a cultivar o poder do amor, e assim construirmos um mundo melhor!!

Fontes(Mário Quintana, L.S.Vigotsky, Datas comemorativas, Novo Testamento)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.