Pilares da educação segundo a UNESCO

A ONU a partir da UNESCO, estabeleceu alguns principios-pilares para nortear a educação mundial neste início do século XXI. Com efeito, foram tecidos novos paradigmas imprescindíveis no processo de...

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Por: Colunista Geral
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A ONU a partir da UNESCO, estabeleceu alguns principios-pilares para nortear a educação mundial neste início do século XXI. Com efeito, foram tecidos novos paradigmas imprescindíveis no processo de formação na área educacional, a partir da comissão presidida por J. Dellors. Esta proposição também chamada de Relatório Dellors mostra um imbricamento lógico destes pilares, os quais fundamentam uma formação integral e dialética do sujeito. Seriam:
1-APRENDER A CONHECER – não significando mais a aquisição de um acúmulo de saberes, nas o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento, partindo do simples ao mais complexo com análise, avaliação e crítica.
2-APRENDER A FAZER- O que corresponde não só a qualificação profissional, mas acima de tudo, adquirir competências que o torne apto no âmbito das diferentes experiências sociais e de trabalho.
3-APRENDER A CONVIVER- No sentido de estabelecer diálogos com o outro, respeitando as diferenças e participando de projetos comuns.
4-APRENDER A SER- Significando o desenvolvimento do potencial integral enquanto pessoa nos níveis físico, mental e espiritual. Implica também desenvolver a sensibilidade no sentido estético bem como a responsabilidade pela sua vida e a do outro, pela natureza e os animais.
Enfim estes quatro paradigmas trazem à tona a questão do sentido da existência, o qual não pode jamais ser niglegenciado pela educação neste século, pois segundo o professor Yves de La Talle, a “perda do sentido” da vida é em tese o grande responsável pelos altos índices de suicídios na atualidade.
A rigor estes paradigmas representam uma síntese do Relatório Faure, resultante de uma comissão internacional para o desenvolvimento da educação, a qual foi presidida por Faure no início da década de 70. Assim diz o relatório:
” A partir de agora, a educação não se define mais em relação a um conteúdo determinado que se trata de assimilar, mas concebe-se na verdade, como um processo de ser que, através da diversidade de suas experiências, aprende a exprimir-se, a comunicar,a interrogar o mundo e a tornar-se sempre mais ele próprio. A ideia de que o homem é um ser inacabado e não pode realizar-se senão ao preço de uma aprendizagem constante, tem sólidos fundamentos não só na economia e na sociologia, mas também na evidência trazida pela investigação psicológica. Sendo assim, a educação tem lugar em todas as idades da vida e na multiciplidade das situações e das circunstâncias da existência. Retoma a verdadeira natureza que é ser global e permanente, e ultrapasse os limites das instituições, dos programas e métodos que lhe impuseram ao longo dos séculos”.
Desta forma a UNESCO postula uma nova forma de aprender e ensinar que transcende todos os métodos tradicionais até então vigentes, devendo ser ofertada a todos e ao longo da vida(lifelong education). Esta posição se tornou presente nos principais documentos de orientação da UNESCO (Relatório Jacques Dellors, Declaração de Hamburgo e Declaração mundial sobre a educação superior para o século XXI, entre outros), sendo seguida na atualidade por muitos países que valorizam a educação.
Fontes de pesquisa:
(UNESCO, Jorge Wertein, Célio Cunha, Edgar Morin e Pierre Weil)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.