Ouro: a mística que o envolve

Difícilmente alguém não tenha ouvido um relato, uma história, um conto envolvendo a temática do metal dourado. Quando se fala em ouro, magicamente os pensamentos se incendeiam e a...

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Por: Colunista Geral
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Difícilmente alguém não tenha ouvido um relato, uma história, um conto envolvendo a temática do metal dourado. Quando se fala em ouro, magicamente os pensamentos se incendeiam e a fantasia toma o lugar da razão. Procurado por muitos, desejado por todos desde o princípio da história humana, este vil e nobre metal continua fazendo parte significativa da nossa existência; seja em forma de moedas, adornos, imagens, obras de arte, enfim para todos os usos e fins possíveis, inclusive como alimento. Por ele se cometeram crimes, como roubos, saques, assassinatos e guerras; que o digam os corsários e piratas, ladrões e salteadores de todos tempos. Símbolo de poder, riqueza e ostentação vem sendo acumulado e entesourado por indivíduos e governos. Antes do surgimento do padrão dólar, era o ouro que servia de lastro para emissão de moedas em muitos países do mundo. Positivamente o ouro foi lembrado através de expressões tais como: ” menino(a) de ouro, era dourada, anos dourados, idade de ouro, coração de ouro, talento de ouro, o eldorado, cidade de ouro, cabelos louros, luz dourada e por aí vai. A procura da pedra filosofal dos alquimistas da idade média tinham dois propósitos, primeiro forjar a pedra de toque no qual todo metal impuro se tornaria nobre, no caso ouro. Segundo e mais importante quanto o primeiro, era forjar através do crisol da paciência, o verdadeiro “homem de ouro”, o homem sábio que após dominar os elementos da natureza, também havia dominado a si mesmo, tornando-se filósofo por excelência com o predomínio da razão sobre os sentidos. Homero, poeta grego falava de uma conspiração dos deuses que pretendiam prender a terra com uma corrente dourada no pináculo do olímpo; este ato divino mergulharia a terra numa idade de ouro permeada de abundância, fartura, fraternidade, juventude eterna com saúde e paz. Há quem diga que esta nova era preconizada por Homero e profetas de todas as religiões, já começou a despontar no horizonte; Desta forma todas as vicissitudes e turbulências pelas quais estamos passando possuem um papel significativo para purificação da humanidade nas suas imperfeições. Tal qual o ouro bruto necessita passar pelo crisol alquímico para atingir sua perfeição, também a raça humana necessitaria deste acrisolamento no sentido de forjar no cadinho de sua existência o verdadeiro homem de ouro, semelhante aquele que outrora fora criado a imagem e semelhança do seu CRIADOR, mas que se perdeu,e qual filho pródigo foi encontrado. Por isso os sábios de todas as eras alertavam a todos os que buscavam o caminho da espiritualidade e da perfeição a necessidade de vencer os dois leões: o PRETO e o VERMELHO. O preto significava a perdição pelo domínio do poder e da ambição das riquezas deste mundo (a tentação do outo material); O vermelho, a tentação da luxúria e do prazer transitório dos sentidos. O sábio que desejasse a coroa de ouro deveria cortar com a espada da sabedoria a cabeça dessas duas feras. Todos passamos por esta grande provação, todavia sabemos que Jesus o Cristo passou e venceu; por isso ele é o Verdadeiro “homem de ouro” e exemplo a ser seguido. Portanto, que a nossa busca pelo ouro material, seja apenas a ponte para a busca do tesouro espiritual; como o mestre afirmou, este tesouro nem as traças corroem, nem os ladrões roubam, porque está dentro do seu coração!!

Fontes ( Bíblia Sagrada, Alquimia de Saint Germain, A Santíssima Trinossofia, David Hulme, Francis Bacon)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.