O despertar do pensamento para a consciência

Segundo renomados pensadores da filosofia, da psicologia e neurociências há uma diferença básica entre pensar e estar consciente, entre o pensamento em si e o ato de estar consciente....

Geral
Por: Colunista Geral
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Segundo renomados pensadores da filosofia, da psicologia e neurociências há uma diferença básica entre pensar e estar consciente, entre o pensamento em si e o ato de estar consciente. De acordo com o mestre Eckhart Tolle, o pensamento simplesmente acontece, assim como a circulação sanguínea, os processos respiratórios e tudo o mais que a inteligência do nosso corpo dá conta sem que precisamos ficar consciente disso. Todavia existe um pano de fundo, ou seja, uma área que permite que estes pensamentos aconteçam; esta área ou este campo pouco conhecido é o que pode ser denominado de consciência. Numa metáfora poderíamos equiparar pensamento/consciência com objetos/espaço. Assim, o que daria condições dos objetos existirem seria a existência do espaço que no caso humano seria a consciência. Se observarmos atentamente, os nossos pensamentos vem a mente aos borbotões, e de uma forma literal não pensamos, mas somos pensados. Só a consciência calma e alerta centrada na essência do agora pode nos libertar do redemoinho de pensamentos inúteis que invadem nosso campo consciêncial. Desta forma poderemos transcender as masmorras do tempo passado e futuro que são inacessíveis e fincar nossa existência no Agora, que é o único tempo que nos pertence.Este Agora infinito é o espaço onde tudo ocorre, é onde a consciência se desdobra.
Com efeito um novo modelo de pensamento começa a surgir: o pensamento consciente e livre das correntes dos dogmas e de todas as formas de pensar que aprisionaram o homem por milênios. Despertar espiritualmente é despertar do sonho do pensamento e da ilusão básica que nos identifica com o pensamento. É compreender que o reino da consciência é um campo mais vasto daquilo que o pensamento pode abranger. Nele reside todos os potenciais criativos, sem julgamentos destrutivos baseados no medo do outro e no medo de perder alguma coisa e que nos torna inferior. Começamos a fazer a experiência por nós mesmos; de agora em diante vamos ficar atentos e procurar observar os pensamentos que tentam tomar conta de nós.Tente e faça a constatação por si mesmo, pois quando o dono está cuidando da casa, os intrusos não aparecerão por lá. Bom despertar a todos! Muita luz e consciência nestes tempos de trevas!!

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.