Natal e a mística que envolve o evento

Chegamos em dezembro, o último mês do ano que fecha um ciclo de 365 dias em nosso calendário. É um tempo de encerramentos de projetos, de cursos, de formaturas,mas...

Geral
Por: Colunista Geral
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Chegamos em dezembro, o último mês do ano que fecha um ciclo de 365 dias em nosso calendário. É um tempo de encerramentos de projetos, de cursos, de formaturas,mas também de expectativas das férias, viagens e visitas à amigos e parentes,etc. Enfim após longo período de trabalho e estudos,entramos num período que nos convida a relaxar e descontrair a mente, o corpo e o espírito. Todavia, o ano não encerra sem o “grand finale”:O Natal, celebrado em muitos países com suas diferentes tradições, trazendo no seu bojo a bela história do nascimento do Menino- Deus. Para entendermos um pouco desta mística data de 25/12, recorremos as tradições históricas e religiosas procurando esclarecer a pergunta sobre a data real do nascimento de Jesus. Importa dizer que nos primórdios da Igreja católica até aproximadamente o ano de 336 dC, haviam 136 datas para comemorar o nascimento de Cristo;um exemplo foi a data de 08/09,em correspondência a data de de 08/12(nove meses antes),que demarca a concepção de Jesus, e ainda permanecendo no calendário católico como dia da “Imaculada Conceição”. Assim por muitos séculos, desde a época de Jesus eminentes autoridades eclesiásticas não conseguiram chegar a um consenso quanto a data do nascimento de Jesus. Entre os primeiros cristãos, o aniversário da natividade era celebrado com um grande festival em maio, às vezes em abril e também em janeiro. Tradições mais antigas da Igreja cristã tinham no dia 20 de maio como a data correta, enquanto alguns dos Santos padres insistiam que a data real era 19 ou 20 de abril. A discussão atravessou séculos, e por volta do séc. V a comunidade de Roma em um de seus concílios tomou uma decisão definitiva, escolhendo a data de 25 de dezembro,ou a meia noite (zero hora)de 24 de dezembro como hora verdadeira.Um forte motivo que levou os patriarcas a esta decisão foi a constatação de que no transcorrer dos séculos anteriores,todos os grandes avatares nascidos de virgens considerados filhos de Deus tinham nascidos no dia 25 de dezembro ou por volta desta data. Levaram em consideração as profecias antigas que apontavam esta data para o nascimento daqueles que seriam os redentores do mundo, tais como Rama, Krishna, Hórus, Buda, Lao Tsé, Osíris, Hércules, Platão Baco e Adônis. Em Roma, antes da conversão do império ao cristianismo havia um festival celebrado dia 25 de dezembro chamado ” Natalis Solís Invicti”(aniversário do sol, o invicto). Era uma data especial marcado por jogos públicos, festa de luzes, confraternização e presenteamentos, concessão de liberdade aos escravos, suspensão de guerras entre outras. Desta forma entendemos que a escolha não foi aleatória, mas carregada da mística de todos os povos que sempre sonharam com um novo tempo restaurado com o nascimento de um divino Ser trazendo consigo a regeneração da própria Vida. com a mudança da data as atividades consideradas pagãs serão incorporadas no itinerário cristão e revestidas com a luz do novo Sol redentor simbolizado no Menino- Jesus, o Messias prometido.
Para além de todas as controvérsias não há como negar que este período carrega em si a magia e a mística de todos os tempos trazendo para a humanidade uma aura de paz, de amor e harmonia, alegria e o sonho de ver tudo isto concretizado nesta terra. Portanto não vamos confundir os presenteadores com o presente. Papai Noel,São Nicolau,Santa Klaus,Reis Magos são aqueles que historicamente doaram presentes materiais para nos alegrar. Já o Menino Jesus é o nosso presente, pois sua vida se torna para nós, esperança de uma vida melhor no âmbito material e sobretudo espiritual!!
Que neste Natal sejamos o presente perfeito para um mundo melhor!!
Um feliz Natal a todos!!
(Referências: Bíblia Sagrada, H.Spencer Lewis PhD, Conde de Aydin, Ernest Renan, Escritos do Mar morto, Grande fraternidade Branca)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.