Missa em homenagem à Frei Egidio: 42 anos de sua morte

Neste sábado 25/08 tivemos na capela do seminário uma solenidade especial pela passagem de 42 anos da morte de Frei Egidio. Com apoio dos freis Nereu Milanez, José Flesh,...

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Por: Colunista Geral
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Neste sábado 25/08 tivemos na capela do seminário uma solenidade especial pela passagem de 42 anos da morte de Frei Egidio. Com apoio dos freis Nereu Milanez, José Flesh, Dionísio Mandaio e ex-seminaristas de todos os tempos foi organizada uma celebração especial em memória de Frei Egidio e na direção de uma caminhada em prol de sua santificação. Sob o comando do Maestro Luiz Cirimbelli e o coral formado por ex seminaristas, a Missa teve um brilho especial com lindos cânticos, tais como o hino aos fundadores, a Salve Rainha em latim e o hino a Frei Egidio composto por Alírio Bilésimo. A estátua de Frei Egidio esculpida em Madeira já apresentada na missa da Festalia também foi colocada ao lado do Altar da capela junto ao baner do futuro memorial. Pãezinhos foram confeccionados pela família de Osair e Ester Simon e foram distribuídos no final da missa no intuito de homenagear o nobre ofício de padeiro de Frei Egídio. O celebrante Frei Flesh ressaltou as virtudes de Frei Egidio que embora não sendo um homem de estudos, sua vida a partir do trabalho e da oração era o maior exemplo para todos; sua sabedoria, humildade e respeito às pessoas, faziam dele uma pessoa querida e amada por todos. Após a missa Alírio Favarim recepcionou a todos em sua casa com um fraterno jantar seguido de muitas cantorias. Um belo testemunho feito por Frei Clodovis Boff foi lido na abertura da missa e aqui o transcrevo literalmente:
“Tive a graça de Viver seis anos com este santo irmão o tempo que estive no seminário do Turvo. Que recordações conservo dele? que imagens ficaram impressas na alma?
A primeira imagem que me vem de Frei Egídio é dele rezando o terço. Fazia ou com as mãos debaixo do escapulário e os lábios sempre movimento, balbuciando suas intermináveis orações. Quando não se ocupava com algum trabalho ou com alguma conversa útil não fazia outra coisa: rezava.Rezava a série incontável dos Pai Nosso, Ave e glória, seja na igreja, seja fora, andando. Era essencialmente um ser de oração.
A segunda imagem é a de Frei Egídio no trabalho: trabalho manual, fosse na padaria ou na horta. Sempre de batina calçando sapatos grosseiros ou botas, toda sua vida era ritmada pelo ora et labora. Alguns meninos eram escalados a tarde para ajudá-lo. Essa honra ambicionada por todos, era atribuída aos mais bem comportados.Lembro-me que uma vez fui contemplado com tal privilégio. Na hora de sacar os pães para levá-los para cozinha o santo Frade disse: “Frei Egidio vai rezar uma ave maria para o primeiro que encher o saco”. A competição foi renhida.Fui Vencedor e saí gritando: “ganhei uma ave maria do Frei Egídio!” para as crianças que éramos uma ave Maria dos Santo homem valia mais que qualquer outra oração, fosse ela uma missa. Sua humildade era proverbial. Não conhecia a palavra “eu”. Sua linguagem era: “quando frei Egidio vivia com papai e mamãe…”, Frei Egídio quero saber isso ou aquilo”. “Frei Egídio vai fechar a padaria” e assim por diante. Quando não entendia as coisas que aconteciam, em particular,as Reformas conciliares, me perguntava anos mais tarde, quando voltava a encontrá-lo: “Frei clodovici (assim me chamava) o senhor que estudou, por que isso ou aquilo?” Era Alegre e bem humorado. Só uma coisa o deixava triste: quando vinha a saber que um seminarista tinha saído do seminário. Ficava naquele dia deprimido. Ouvi-o uma vez dizer: “É tão bonito ser padre. Porque se deixar levar pelas atrações do mundo?
A última imagem que me vem à mente é a que está gravada mais profundamente em meu coração. Foi também a última vez que estive com ele. Já estava idoso com a saúde bastante abalada e sofrendo muito. Quando cheguei ao seminário logo após o almoço, acolheu-me com o maior carinho. Quando me pus a mesa, já vazia, para almoçar ele pegou numa cadeira, sentou-se ao lado e puxou conversa: como foi a viagem, o que estava fazendo, como estavam os confrades que viviam comigo, etc. Quando me levantei da mesa para ir descansar um pouco, pegou num papel e disse: “Frei clodovici, frei Egidio quase não enxerga.Escreva aí por favor seu nome para ele.” “Para que isso frei Egidio?- perguntei. “É para não esquecer de rezar pelo senhor e pelo seu trabalho”- me respondeu. Agradeci de imediato a gentileza e satisfiz àquele pedido com tanta alegria quanto era a fé que continuava a vapor em suas orações. Quando estava para partir, entrei em seu quarto para me despedir. Vi que tinha posto o papel com o nome debaixo dos pés de um Cristo na cruz que havia sobre uma mesinha. Fiquei muito comovido. Abracei-o, agradecido pela delicadeza desse gesto tão fraterno e pelas orações que faria por mim. Só Deus sabe o quanto me terá valido a virtude dessas orações ao longo de meus anos. Persisto em crer que continua a me assistir com sua intercessão, quando lha peço, agora em que é feita, do lugar em que -disso não tenho dúvida- ele está diante de Deus e ao lado de Nossa Senhora, que ele invocava sem cessar e a quem serviu com tanto amor e humildade. Amém”.(Frei Clodovis M.Boff,OSM).
Aliado a testemunho de Frei Clodovis, hoje temos testemunhos de bençãos, curas e graças alcançadas em nome de Frei Egidio. Seu exemplo de santidade continua firme e sua luz de amor e bondade intercede por todos os que a buscam. Que Frei Egidio ilumine os nossos caminhos!!Que sua santidade seja reconhecida!!
(Fontes:Frei Egidio M.Muscini, OSM – livro de Frei José Milanez)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.