Início do ano letivo- retorno às aulas

Na última segunda feira 11/02 tivemos início das aulas nas escolas estaduais do Estado de Santa Catarina. Depois de uma semana de preparação para todos os professores das redes...

Geral
Por: Colunista Geral
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Na última segunda feira 11/02 tivemos início das aulas nas escolas estaduais do Estado de Santa Catarina. Depois de uma semana de preparação para todos os professores das redes estaduais, as escolas estavam preparadas para receber nossos jovens e adolescentes para mais uma jornada de 200 dias letivos como é previsto nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Num Passado recente os dias letivos a serem cumpridos eram 180. Isto significava um início de ano mais próximo a março e praticamente o mês de julho de férias. Com um periodo mais extenso de férias, o professor tinha mais tempo para recuperar as energias e livrar-se do estresse resultante do exercício de sua profissão; Por outro lado, os alunos também dispunham de mais tempo para ficar com os pais, com amigos e o lazer; Quanto retornavam às aulas era comum ouvirmos que já estavam com saudades da escola, de estudar e rever os colegas. Diferentemente da atualidade onde os professores retornam ainda cansados e os alunos reclamando que o tempo de férias passou muito rápido. Na prática esse estresse vai se acumulando e prejudicando de forma substancial a qualidade de vida dos profissionais em educação. Sabemos da importância da educação continuada para a formação dos professores, todavia estas semanas no início e meio do ano somados aos 200 dias letivos,tem pesado muito na saúde mental e física dos professores. Em consequência disto, temos visto nos últimos anos um agravamento de ordem psicossomática e com isto elevando o número de atestados e licenças para tratamento de saúde e readaptação. De acordo com a estrutura física, psíquica e emocional, cada pessoa reage distintamente diante das situações estressantes ou traumáticas. Podemos exigir do professor a responsabilidade pela sua profissão, a maturidade, a ética e o conhecimento essencial referente a sua área de atuação; todavia a resiliência, e tudo o mais que se refere a sua saúde são questões íntimas de cada um. Podemos amenizar estas questões desenvolvendo práticas positivas de relações interpessoais e processos de humanização. Pesquisas no campo da psicologia tem demonstrado que é possível desenvolver a auto estima num ambiente onde se leva em conta o diálogo e o respeito. Por isso precisamos com urgência, resgatar a universidade de Salomão, que em tese significa saber ouvir, não só com os ouvidos, mas com o coração. Infelizmente na educação impera o diálogo de surdos, onde muitos falam mas poucos escutam; O problema que esta falta de diálogo e de escuta vem se tornando suprema na sociedade, nas famílias e em consequência nas escolas. A caverna platônica que hoje prende os nossos educandos, se restringe ao ecrã de um notebook, um celular, um tablet, onde o feitiço da imagem formata um comportamento egóico, individualista e desconectado da realidade concreta. Diante de tudo isto, entendemos que o professor sozinho não poderá vencer tantos obstáculos. A família, a sociedade e os líderes públicos precisam se unir, dialogar e estabelecer propostas que irão beneficiar a todos. Afinal, o futuro de uma nação passa pelo investimento que a mesma aplica na educação de seus filhos.
Que 2019 seja o ano do grande resgate no campo da educação!!
Um ótimo ano letivo a todos!!

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.