Ikigai, segredos da dieta tibetana e japonesa para uma saúde plena. Parte 3

Hipócrates o pai da medicina já na antiguidade delineava o caminho para uma boa saúde à partir da alimentação na sua famosa frase: ” que o teu alimento seja...

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Por: Colunista Geral
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Hipócrates o pai da medicina já na antiguidade delineava o caminho para uma boa saúde à partir da alimentação na sua famosa frase: ” que o teu alimento seja o seu remédio, e que o seu remédio seja o teu alimento”. Parafraseando Buda quanto afirmava que “somos o que pensamos”, com Hipócrates e todos os nutrólogos podemos afirmar que somos o que comemos. No livro Ikigai, os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz, os autores Hector Garcia e Francesc Miralles fazem uma abordagem sobre a dieta milagrosa da população de Okinawa, famosa por ter a mais alta taxa de longevos tanto do Japão quanto do mundo. A partir da análise de um dos maiores médicos e cardiologista do Japão Makoto Suzuki, chegaram a algumas considerações importantes à cerca da alimentação desta população. Este trabalho do Dr Suzuki e associados está compilado no livro ” The Okinawa Program” sintetizando mais de 25 anos de pesquisa sobre alimentação na ilha da maior longevidade. Desta forma constataram que estes habitantes consomem uma alimentação orgânica com pouco sal e pouco açúcar, sendo este consumido naturalmente na qualidade de açúcar mascavo; “os nativos consomem uma variedade muito grande, sobretudo de alimentos vegetais, o que contrasta com a pobreza da nossa cultura Fast Food”. Comem ao menos cinco porções de verduras ou fruta por dia; a preferência por uma Alimentação colorida está sempre presente na dieta. Os cereais a partir do arroz e macarrão soba e udon são a base da dieta consumida em Okinawa. É um hábito entre a maioria o consumo de carne de peixe três vezes por semana e de carne de porco, duas vezes na semana. Ingerir caldo de cana in natura para eles tem um grande benefício devido a seus efeitos positivos contra o câncer. Todavia em todo processo de alimentação procuram seguir um princípio chamado “Hara Hachi Bu”, que na prática significa comer dois terços do que se necessita para matar a fome; Assim quando sentem que estão quase satisfeitos, mas que ainda se poderia comer alguma coisa, não o fazem e permanecem com um pouco de fome; o que também contrasta com a cultura ocidental de comer até não poder mais. Além de todo este equilíbrio na alimentação é muito comum principalmente em Ogime, o consumo de uma fruta cítrica chamada Shikuwasa, a qual possui um alto poder antioxidante. Com efeito aliado a esta dieta, soma-se os exercícios físicos, a prática da meditação e um forte Ikigai, ou seja, um propósito que dá sentido a vida de cada um. Saindo do Japão para o Tibet, de acordo com Peter Kelder no seu livro ” A fonte da juventude”, a saúde e a longevidade do povo tibetano, principalmente dos seus monges e Lamas estava relacionada a prática de cinco ritos físicos ( síntese de vários exercícios como yoga, taí Chi e qigong) aliados a uma alimentação balanceada predominantemente vegetariana. Carne e ovos também são consumidos, porém em quantidade menor. Os monges são adeptos de uma alimentação frugal e balanceada no intuito de não sobrecarregar o estômago prejudicando a digestão. Assim pela capacidade digestiva segue-se na ordem, primeiramente os alimentos de rapida digestão, tais como verduras e frutas, a seguir os cereais e pães e por último as proteínas (carnes) que possuem um processo digestivo mais lento. Desta forma evita-se problemas digestivos como fermentação e gases, no caso de ingestão de frutas ou sobremesa no final das refeições. Peter Kelder enumera cinco regras básicas para se atingir numa boa saúde de acordo com os costumes tibetanos. Seriam então:
1-” Evite comer carne e amido na mesma refeição, se bem que se estiver forte saudável, não precisa se preocupar tanto com isso.
2-Se café o incomoda, tome-o preto sem leite nem creme.
3-Mastigue a comida até que fique líquida e diminua a quantidade ingerida.
4-Coma gema de ovo preferencialmente crua todos os dias, mas sempre antes ou depois das refeições, nunca durante.
5-Reduza ao mínimo a variedade de alimentos na mesma refeição”.
Desta forma segundo Peter Kelder, seguindo os hábitos tibetanos a boa combinação dos alimentos trarão muitos benefícios a saúde, tais como: ” melhor digestão, perda de peso, ganho de energia e boa saúde em geral”. Com efeito, seguindo estes princípios simples, juntamente com exercícios físicos e espirituais, se torna possível atingir o bem estar físico e mental, a felicidade e a longevidade. A prova concreta está na vivência destes povos que aprenderam a conquistar e viver com saúde em harmonia com a natureza e seus semelhantes.
Boa sorte a todos que desejarem seguir estas práticas!! E longa vida a todos!!

Fontes (A fonte da juventude livro 2 de Peter Kelder e Ikigai- os segredos japoneses para uma vida longa e feliz)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.