Ikigai, o propósito que dá sentido a vida. Parte 1

Neste momento, enquanto escrevo a última coluna de 2018, vem a mente um turbilhão de emoções que marcaram o ano. De fato foram muitos acontecimentos no campo da educação,...

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Por: Colunista Geral
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Neste momento, enquanto escrevo a última coluna de 2018, vem a mente um turbilhão de emoções que marcaram o ano. De fato foram muitos acontecimentos no campo da educação, da política, do esporte, da cultura e por aí vai. Em linhas gerais o ano foi marcado pela copa do mundo e pelas eleições gerais no pais. Frustração a parte pela perda do mundial no primeiro semestre, tivemos o segundo semestre marcado pelas eleições; foi a primeira eleição envolvida fortemente pelas redes sociais, marcada por conflitos ideológicos extremos, entre partidários, familiares e amigos; o cenário parecia de uma guerra civil; Mas sobrevivemos em meio a tantas rupturas e já projetamos 2019, como o ano do resgate de todas as esperanças acalentadas por muito tempo. É neste sentido que quero abordar a importância do propósito maior de cada um, enquanto pessoa, cidadão e nação da qual fazemos parte. A este grande propósito o povo japonês chama de IKIGAI. Os escritores Hector Garcia e Francesc Miralles em seu livro: “Ikigai”, descrevem os segredos para um vida longa e feliz, bem como a importância de encontrar um sentido para a existência afim de viver mais e melhor. Estes escritores viajaram ao sul do Japão na ilha de Okinawa, mais precisamente no povoado de Ogime onde se encontram os habitantes mais longevos do Japão e do mundo. Para além das dietas, exercícios físicos e espirituais, hábitos e rotina e até mesmo a profissão escolhida existe um conceito superior que pode ser interpretado como segredo para acordar todas as manhãs repleto de disposição e alegria. Este segredo é chamado de Ikigai, junção de dois termos significando ” vida e valer a pena”, ou seja aquilo que dá sentido a vida, em outras palavras que nos leva a encontrar uma razão pela qual viver e morrer. Seria então o Ikigai um ponto para onde a paixão, a missão, a vocação e a profissão convergem. Quando encontramos este ponto então segundo estes habitantes japoneses, estamos preparados para viver uma vida plena, longa e feliz. Os filósofos Friedrich Nietzsche e Viktor Frankl em seus escritos abordaram sobre a importância de se viver uma vida com sentido. Nietzsche assevera que ” Só quem sabe o porquê da vida, sabe suportar o como viver”, e Frankl sinaliza pela busca primordial pelo sentido existencial como forma de enfrentar as situações mais difíceis que a vida possa apresentar. Para o professor de Ética da Universidade de São Paulo, Dr. Ives de La Talle, a perda do sentido tem como consequência a perda da vontade de viver que pode levar ao suicídio. Em uma de suas palestra na UNESC-Criciuma afirmou que “quando o ser humano perde o sentido da vida, nada mais neste mundo lhes importam”; Desta forma, amor, prazer, dinheiro, fama já não possuem significado acarretando em muitos casos o suicídio que segundo a OMS (ONU), é uma das causa- Mortis que mais vem crescendo e se agravando principalmente entre jovens. Segundo muitos pensadores, inclusive Viktor Frankl que foi prisioneiro nos campos de concentração de Auschwitz, ” tudo pode ser arrancado de uma pessoa, exceto uma coisa, a última das liberdades humanas: a escolha de como irá enfrentar as circunstâncias, a escolha do próprio caminho”. Portanto, não importa o que acontecer, ou que situação seremos envoltos, sempre teremos o poder da ESCOLHA, e desta forma definir nosso destino. Que em 2019 possamos fazer escolhas que contribuam para uma vida plena de muito amor e significado, mas que acima de tudo cada um descubra o seu Ikigai, o seu propósito de ser e estar neste mundo. Um grande ano novo para todos!!

Fontes( Ikigai, de Garcia e Miralles, Dr.Ives de lá Talle- Palestra UNESC, Frederick Nietzsche, Viktor Frankl)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.