Ikigai e o caminho da longevidade- parte 2

Na coluna anterior, analisamos a importância de termos um propósito que norteie e de sentido a nossa vida. Para tanto discorremos sobre o conceito da semântica japonesa chamada ”...

Geral
Por: Colunista Geral
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Na coluna anterior, analisamos a importância de termos um propósito que norteie e de sentido a nossa vida. Para tanto discorremos sobre o conceito da semântica japonesa chamada ” IKIGAI”, que literalmente significa uma existência plena de sentido e também de felicidade. Segundo os autores que abordaram a importância do Ikigai, uma de suas consequências positivas para aquele que o cultiva é a possibilidade de ser agraciado pela longevidade. A partir daqui iniciamos nossa jornada na busca de respostas por quê algumas pessoas atingem uma idade semelhante a dos patriarcas bíblicos e outros não. Seria apenas a genética associada a uma boa saúde um fator de longevidade!? O que teriam em comum grupos seletos do mundo inteiro que fizeram a morte prematura cair de moda!? Segundo o livro do Gênesis os primeiros patriarcas como Adão, Enoch, Matusalém e Noé tiveram uma longa vida até o dilúvio. Depois o supremo decreto divino demarcou a idade do homem na terra em 120 anos, o que também é um bom tempo. Todavia se no princípio o homem fora criado perfeito e eterno, depois da “queda”, tanto a perfeição quanto a longevidade terão que ser conquistadas, pois não serão mais dadas. Por isso que os sábios antigos afirmavam que a natureza é serva fiel do sábio mas destruidora do ignorante. Neste sentido vale dizer que ainda temos uma escolha entre viver uma vida de forma irracional ou de forma ponderada. Podemos escolher ser o motorista irresponsável que acelera a 250 km/h e se acidenta na próxima curva, ou dirigir de forma responsável e assim atingir com segurança grandes distâncias. Segundo o autor do livro ” A fonte da juventude” Peter Kelder, vários fatores conjugados levavam os monges e Lamas tibetanos a uma longa vida. Assim uma dieta associada à meditação e a prática física de cinco ritos sagrados eram muito importantes, mas não decisivas; “Estar livre dos venenos do medo,da preocupação e da ansiedade” era o que os conservavam jovens. A atitude mental de sentir-se jovem passa pela mudança interior de coração e visão. Com efeito a “juventude se torna uma qualidade da mente, é a liberdade com relação aos modos habituais de pensar e viver”. Interessante a relação destas práticas tibetanas com os longevos japoneses de Okinawa; segundo Garcia e Miralles, em entrevistas com os nativos de Okinawa e Ogime, “o segredo para uma vida longa é não se preocupar e ter um coração tranquilo, não o deixar envelhecer e abri-lo as pessoas com um bom sorriso no rosto”. Em segundo lugar estabelecer novas rotinas de trabalho e lazer, fazendo exercícios físicos para saúde, comendo bem e se reunindo com as pessoas. Em terceiro lugar cultivar as amizades todos os dias sempre conversando com as pessoas de quem se gosta. Em quarto lugar viver sem pressa, pois a pressa sendo inimiga da perfeição é também inimiga da longevidade. Em quinto lugar, viver com otimismo, ao afirmar todas as manhãs que o dia será maravilhoso com saúde e energia para se poder realizar muitas coisas. Para eles não exite segredo para se atingir uma vida longa, o truque é simplesmente viver; mas viver com paixão, alegria, motivação na certeza de que a vida os brindará com mais saúde e felicidade para que cada um possa cumprir o seu propósito, o seu Ikigai. Portanto, os segredos para se atingir a longevidade estão desvelados; não existe nenhuma fonte da juventude ou elixir da longa vida fora de nós. Tudo o que procuramos já residem segundo os sábios, dentro de nós; todavia precisamos querer, e sobretudo querer mudar nossas atitudes mentais e os sentimentos do nosso coração. Boa aventura a todos!! E longa vida também!!
Encerramos com a declaração do povoado mais longevo do mundo:
” Aos oitenta ainda sou uma criança,
Quando vier me buscar aos noventa,
Esqueça de mim, e espere até que eu
faça cem. Quanto mais velhos, mais
Fortes, e nada de deixar que nossos
filhos nos mimem. Se deseja vida longa
e saude, é bem vindo à nossa aldeia
Onde receberá as bençãos da natureza
e descobriremos juntos os segredos
da longevidade”
3 de abril de 1993- Federação de
clubes de anciãos da aldeia Ogime.

Fontes (Bíblia sagrada,livro do Gênesis. A fonte da juventude de Peter Kelder, Ikigai, de Garcia e Miralles. A Santíssima Trinosofia do Conde de Saint Germain)
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José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.