Enfim julho, frio e férias

O mês de julho carrega um charme especial; a cada quatro anos tem sido o mês em que se decide a copa do mundo e o país vencedor. Alem...

Geral
Por: Colunista Geral
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O mês de julho carrega um charme especial; a cada quatro anos tem sido o mês em que se decide a copa do mundo e o país vencedor. Alem deste evento temos em nível mundial também a independência dos EUA celebrada em 04 de julho; a França comemora o seu dia nacional em 14 de julho, data esta em que se iniciou  a revolução francesa; foi no longínquo 05 de julho de 1687 que Isaac Newton publica sua grande obra científica intitulada” Philosofiae naturalis principia mathematica” e suas teorias revolucionárias alavancam o progresso das Ciências na idade moderna. ImpossiveI esquecermos também o dia 20 de julho de 1969 quando a missão Apollo 11 colocou pela primeira vez o homem na lua. Ainda temos em 11 de julho o dia do mestre de bandas e da população mundial; em 13 de julho dia internacional do rock e o dia do homem em 14 de julho. Mais propriamente no Brasil lembramos em 1° de julho de 1994 a oficialização da moeda Real, a independência da Bahia em 2 de julho de 1823 e a fracassada revolução constitucionalista que teve início em 04 de julho de 1932. Mas além de datas e eventos especiais ocorridos o que mais tem de especial este mês que já foi chamado de “quintilis”  no calendário romano quando o ano começava em março sendo portanto o quinto mês do ano!? Sabemos pela história que o cônsul e ditador romano Caius Julius César após liderar o primeiro Triunvirato da República escolhe este mês de quintilis e em sua homenagem colocando seu nome Júlio; como este mes só tinha 30 dias, Júlio César tira um dia de fevereiro, que passará a ter 29 dias e julho até os dias atuais passou a  ter 31 dias.   Seu sobrinho mais tarde imperador César Augusto repete o mesmo ato  ao se auto-homenagear  com o oitavo mês que passou a se chamar algusto/ agosto arrancando também mais um dia de fevereiro; daí o fato de fevereiro ter ficado com apenas 28 dias.  Peripécias a parte voltando a realidade brasileira o mês de julho traz no seu bojo aspectos interessantes, pois com ele se encerra um semestre demarcando a metade do ano; sendo inverno no hemisfério sul, o frio nesta época do ano é mais forte principalmente no  sul do Brasil com geadas  e neves  embora mais raras; algum tempo atrás este mês era dedicado inteiramente para recesso escolar, porém hoje com a carga horária ampliada para 200 dias letivos e a obrigatoriedade de formação continuada para professores, restaram no geral pouco mais de 15 dias para os estudantes e apenas uma semana para os professores principalmente os da esfera pública. Com a complexidade da docência na atualidade, o aumento da carga horária, e a remuneração não condizente com a carga de trabalho, a qualidade de vida dos nossos professores têm sido prejudicada. De modo geral professores têm jornada dupla, pois muito trabalho é levado para casa; se for professora/mãe, os serviços e responsabilidade aumentam e a jornada se torna tripla. O resultado disso reflete nos problemas de saúde a que são acometidos os professores no Brasil tendo aumentado nos ultimos anos o número de licenças para tratamento de saúde. Daí a importância destes poucos dias de recesso para relaxar um pouco, ficar com a família e fazer coisas diferentes como passeios e visitas a parentes e amigos ou mesmo não fazer nada. Ao lembrarmos de nossos tempos de estudantes vem as lembranças deste mês onde tínhamos o privilégio de ficar mais tempo com a família, com os amigos e poder ficar até tarde da noite tomando café com mistura em volta de um fogão a lenha contando histórias animadas. A lenha de um cerne de ipê queimava lentamente e durava uma noite inteira mantendo a cozinha sempre quentinha assim como as comidas nas panelas junto com o tradicional bule de café. As noites demoravam passar,  e a esperança de cair uma forte geada para então arrumarmos uma boa desculpa para acordar bem mais tarde. Tudo isso o mês de julho nos faz recordar  trazendo sentimentos e emoções de um tempo que também não foi fácil, mas nos permitia sonhar e no sonho acalentar um porvir carregado de esperança.  Que este sonho não morra em cada um de nós!!  E que nossas energias sejam recarregadas, pois agosto já está nos acenando no horizonte!! Bom  e merecido descanso a todos!!

Fontes( Wikipedia, História antiga, Fontes orais)

 

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.