Dia mundial do meio ambiente- 05 de junho

Foi no ano de 1972 que a ONU promoveu na cidade de Estocolmo(Suécia) a conferência internacional sobre o meio ambiente e na ocasião a data de 05/06, foi escolhida...

Geral
Por: Colunista Geral
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Foi no ano de 1972 que a ONU promoveu na cidade de Estocolmo(Suécia) a conferência internacional sobre o meio ambiente e na ocasião a data de 05/06, foi escolhida para ser lembrada como o Dia mundial do meio ambiente. A agenda de Estocolmo colocou em pauta algumas questões fundamentais para a preservação do ambiente de vida no planeta. Daí nasce uma maior preocupação com as florestas, mananciais de  água, crescimento populacional, reciclagem de lixo  e seu descarte, bem como diminuir ou evitar o avanço da poluição ambiental em todos os seu níveis no planeta terra. Talvez pela primeira vez de uma forma mais contundente esta conferência da ONU chamou a atenção da humanidade para alguns aspectos que até então não se havia dado conta. A rigor este debate nos fez  pensar que ” vivemos num planeta finito; os recursos não são eternos e muitos não renováveis; a ação humana pode ser decisiva na preservação ou destruição; o poderio tecnológico  e belicista com a capacidade de dizimação do planeta inteiro e todas as espécies viventes; a qualidade de vida imbricada com qualidade do ambiente de vida; e,  toda a vida no planeta  interligada e a recente percepção que todos somos um na grande teia da vida” . Com efeito, se a humanidade a partir da vertente marxista havia despertado para a importância da “Consciência de Classe” e luta pela melhoria das condições de vida da classes trabalhadoras, agora a partir de Estocolmo e principalmente na Conferência do Rio de Janeiro em 1992(Eco-Rio 92) se torna evidente um novo despertar para uma nova consciência: ” a Consciência de Espécie”. Somos uma espécie entre tantas no planeta que adquiriu a supremacia sobre todas as demais, e por isso se tornou perigosa com grande capacidade de destruição e autodestruição. O primado bíblico ” crescei , multiplicai-vos e dominai  a terra foi levado a sério demais pela espécie humana.  Hoje,  a maioria dos cientistas de ponta vaticinam que a destruição da vida na terra não ocorrerá por causas naturais, mas sim por causas provocadas pela intencionalidade humana. Causas estas que poderiam ser evitadas  com a tomada de consciência muito bem explicitada nas palavras do grande Cacique Seatle, da tribo norte americana dos índios Sioux: ” A terra não pertence ao homem, mas o homem pertence a terra; ele apenas é seu filho que deverá respeitar esta terra como sua mãe”, e sobretudo viver em harmonia com ela.  O cientista Mark Hathaway ressalta a importância da compaixão e da solidariedade para iniciarmos processos de mudança em nossa sociedade. Segundo ele nao seria possível transformar o modo de sermos humanos se todos não se envolverem na mesma campanha. Desta forma a solidariedade seria um poder em conjunto necessário para vencer o egoísmo, o isolamento conferindo ao mesmo tempo o empoderamento necessário para a realização das mudanças. Para Hathaway  só atingiremos um estágio verdadeiramente libertador quando evoluirmos para um novo tipo de comunidade embasada na justiça, no respeito e no mutualismo, primando pelo compromisso comum e ações transformadoras. A hora da mudança e do despertar da consciência tem que ser Agora, pois amanhã pode ser tarde demais! Salvar a terra significa salvar a nós mesmos enquanto espécie humana. Que o nosso despertar seja urgente, e que a mãe terra tenha piedade de nós por tantos erros cometidos contra a fonte da vida!!!

(Fonte: Biblia Sagrada, Conferência de Estocolmo, Rio- 92, Fritjof Capra, Mark Hathaway, Leonardo Boff)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.