Dia dos namorados e a conspiração do amor

Dia 12 de junho é o dia dos namorados no Brasil. É o nosso dia de São Valentim protetor dos enamorados comemorado em fevereiro na América do norte e...

Geral
Por: Colunista Geral
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Dia 12 de junho é o dia dos namorados no Brasil. É o nosso dia de São Valentim protetor dos enamorados comemorado em fevereiro na América do norte e países da Europa. É um dia especial para solteiros, casados, jovens ou velhos, mas que ainda acreditam no poder do amor ou mesmo do romance e da paixão. As formas de amar e os tipos de amores mudam com o tempo, todavia o amor verdadeiro na sua essência é eterno e não se desgasta com o tempo. O que é passageiro e fulgaz são as paixões, e muitas vezes confundimos a paixão com o amor. Enquanto a paixão representa mais um impulso nas ondas das emoções, o amor é sereno, firme e se move pelas ondas da consciência. Por isso se diz que a pessoa apaixonada é cega, e sua pulsão irracional em querer egoisticamente o outro pode levar a loucura,  e de forma trágica a morte, seja do outro ou de si mesma. Por outro lado quem ama de verdade não mata e não se mata, porque nao vê no outro um objeto para preencher seu vazio existencial, pois  a convivência consigo próprio lhe é suficiente.  De acordo com o grande filósofo e psicanalista norte americano Erich Fromm” precisamos entender que o contrário da paixão é o ódio , e o contrário do amor é o nao- amor, ou seja, o nada”; E quando a pessoa amada parte, para aquele que ama,  fica apenas a saudade, mas não ódio, raiva ou qualquer outra emoção negativa.  Toda vez que precisamos do outro para assegurar nossa felicidade, na verdade vivemos  na ilusão de uma dependência externa para dar sentido a nossa vida. E isso significa viver perigosamente. Por isso todo amor num sentido profundo deve ser Incondicional enquanto ato de pura consciência que não  deseja outra coisa senão o bem do outro. Grande parte dos relacionamentos humanos são carregados de expectativas em relação ao que outro pode  dar em troca;  como é dificil alguém suprir as necessidades do outro, não é a toa que grande parte dos relacionamentos tendem ao fracasso.  Segundo o psicanalista gaúcho Paulo Alberto Rebelato temos na contemporaneidade dois tipos de enamoramentos; assim, temos os que se casam  amando loucamente, e os que se casam amando loucamente o património alheio. Este tipo de amor dura enquanto o dinheiro durar, ou quando se encontra alguem que pague mais. Na cultura popular encontramos uma forma peculiar de amor egoísta   como por exemplo na canção de Roberto  Carlos:    ” quero que você me aqueça neste inverno, e que tudo mais vá pro inferno”. Bem provavel que este tipo de amor diante do primeiro obstáculo, uma doença ou falta de dinheiro esteja fadado a ir primeiro para o inferno. Outro tipo de amor muito apregoado pela grande mídia, diz respeito a atração pelas aparências; o incentivo a corpolatria faz com que se invista em lipos, plásticas, academias e  todo tipo de panacéia que promete um corpo perfeito; Aqui nao  temos espaço para o ser, a essência e o valor; somente aparencias e nada mais.  É fascinante a paixão pela beleza exterior ou estética do corpo, todavia quando ela se for, esta  paixão  ou amor aparente certamente irá junto. Todavia, apesar de todas as formas de amor ou de paixão , positivas ou negativas , podemos  sentir uma conspiração divina ou proveniente do universo que nos impulsiona ao encontro com o outro , e numa escala maior nos prepara para o grande encontro com o Amor Maior, ou seja o amor de Deus. Por isso, a síntese dos mandamentos bíblicos foi muito bem explicitada por Jesus no ” Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.  O coração daquele que ama já está repleto do reino de Deus, e fora do amor só há espaço para a solidão, desespero e egoísmo e morte. Concluindo, diríamos que amar, é acima de tudo respeitar a vida, o outro e aceitá-lo em suas virtudes e  defeitos.      Neste   sentido o pensador    Gabriel Marcel,  já reiterava    que        ” Amar alguém é dizer: Tú não morrerás Jamais”, pois o verdadeiro amor é superior a propria morte!! E viva para sempre o Amor!!

Fontes ( A arte de amar de Erich Fromm, Paulo Alberto Rebelato, Roberto Carlos, Novo Testamento, monografia : Utopia e Revolução de José Pedro Idalino).

 

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.