Aracy Guimarães Rosa: o Anjo de Hamburgo

Pela passagem do dia da mulher vamos lembrar aqui os feitos de uma mulher brasileira num período dificil da história, que foi o da segunda guerra mundial. Seu nome...

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Por: Colunista Geral
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Pela passagem do dia da mulher vamos lembrar aqui os feitos de uma mulher brasileira num período dificil da história, que foi o da segunda guerra mundial. Seu nome é Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, que foi esposa do grande escritor brasileiro Guimarães Rosa de 1947 até 1967 quando ele faleceu. Após a morte de seu marido não casou mais e viveu até a idade de 102 anos em 2011. Pela sua fluência na língua alemã ela foi contratada pelo ministério das Relações Exteriores do Governo de Getúlio Vargas e passou a atuar na embaixada brasileira em Hamburgo na Alemanha.  Foi por esta época em 1938 já separada do primeiro casamento que conheceu o amor da sua vida, o então consul adjunto do Brasil na Alemanha, Joao Guimarães Rosa, que mais tarde seria o grande escritor de muitas obras, tais como Sagarana e Grande sertão Veredas,  obra esta que foi dedicada a ela. Com a restrição da entrada de judeus no Brasil devido à acordos entre governo Brasileiro e Alemão, Aracy arriscou sua vida com sua atuação em prol dos judeus driblando os protocolos oficiais de muitas formas. Por vezes embaralhava os nomes dos judeus nos vistos de emigração que eram assinados pelo consulado sem perceber os sobrenomes judeus; outras vezes não colocava a letra ” J” obrigatória  na identificação dos vistos dos passaportes dos judeus; também conseguia atestados de residência falsos para imigrantes judeus; e conta-se que certa vez levou uma pessoa procurada pela polícia nazista no porta malas de seu carro até a fronteira da Dinamarca sem ser revistada, pois usara o autómovel  do consulado.  Mesmo sabendo do risco que corria Aracy sempre fez o que achava que era correto e desta forma salvou muitas vidas dos    campos   de concentração nazistas e da morte.     Pelos seus feitos ela é conhecida internacionalmente como o “Anjo de Hamburgo”, sendo a única mulher brasileira a ser convidada a plantar uma árvore no Bosque dos justos em Israel, espaço utilizado para homenagear não judeus que salvaram vidas de pessoas judias durante a guerra. Nos museus do Holocausto tanto em Israel quanto em Washington ela é a única mulher brasileira que figura nos livros de registros. Certamente muitos brasileiros com eu não sabiam dos grandes feitos desta  mulher brasileira que seguiu a voz da sua consciência e não colaborou com o diabólico regime nazista.  Aqui se torna nítida a diferença entre pessoas profundamente humanas e o seu contrário.  Cada vez mais precisamos resgatar a memória de grandes almas brasileiras para nos servir de luz e guia neste momento difícil pelo qual passa nosso país!! Parabéns a esta grande brasileira!

(Fontes: Wikipedia, Google, jornal o Estadão)

 

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.