Alunos da EEB João Colodel participam da feira de ciências e tecnologias da UNESC

Nesta última quarta feira 24/10, alunos do Ensino médio (regular e inovador) da escola João Colodel foram a convite da Universidade do Extremo Sul catarinense (UNESC), apresentar trabalhos científicos...

Geral
Por: Colunista Geral
IMG-20181026-WA0162

Nesta última quarta feira 24/10, alunos do Ensino médio (regular e inovador) da escola João Colodel foram a convite da Universidade do Extremo Sul catarinense (UNESC), apresentar trabalhos científicos que anteriormente haviam sido apresentados na feira interdisciplinar da escola no mês de agosto. Sob o comando das professoras Caroline (física) e Rita de Cássia (biologia) os alunos apresentaram pela manhã e tarde seus respectivos trabalhos oriundos de pesquisa científica que foi desenvolvida na própria escola. A Semana de Ciência e Tecnologia (SCT) é o evento institucional da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) em comemoração à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Em 2018, o tema da IX SCT UNESC, alinhado com a temática da Semana Nacional, é “Ciência para a Redução das Desigualdades”. De acordo com o MCTIC, a escolha do tema baseou-se no 10º Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas. Assim, as ciências, por meio de suas mais variadas dinâmicas e processos, podem contribuir com efetividade para a superação das desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais que se configuram em emergentes problemas das sociedades contemporâneas. A ciência e tecnologia podem viabilizar a inclusão social, política e econômica, independente de idade, gênero, deficiência, raça, origem, condição econômica ou outra. A IX SCT ocorreu no período de 22 a 26 de outubro de 2018, no Campus da Universidade do Extremo Sul Catarinense.
A IV Feira de Ciências da UNESC é um evento anual que visa incentivar a produção científica nas escolas, oportunizando a apresentação de pesquisas através de projetos e experimentos, dentro do ambiente universitário. Este evento de acordo com a universidade tem o “intuito de promover o “espaço” onde a criança possa além de produzir, visitar e aprender sobre as diversas atividades expostas”. Foram apresentadas atividades tais como jogos, brinquedos e demonstrações experimentais no objetivo de despertar a criatividade nas diversas áreas das Ciências representadas pelas Escolas do Ensino Fundamental e médio de Criciúma e região. Este ano além da abordagem das ciências de uma forma geral conforme as edições anteriores, também foi estimulado a exposições de trabalhos no aspecto “Ciência para a Redução das Desigualdades”. Dentre os vários Objetivos desta feira estão a ” Promoção o desenvolvimento da criatividade e da capacidade inventiva e investigativa nos estudantes para despertar vocações e incentivar a pesquisa nas escolas, bem como fortalecer os vínculos entre a universidade, a escola e comunidade, por meio da produção científica e sua divulgação. A E.E.B. João Colodel inscreveu dois trabalhos que foram desenvolvidos por professores e alunos do Ensino Médio para a Feira Multidisciplinar da escola. O primeiro sobre “Descelularização de Órgãos” e o segundo sobre “Constelação”.
O trabalho das CONSTELAÇÕES, representou uma pesquisa dos alunos do Proemi, Adriele Costa João, Eduardo Biz Leonardo, Gustavo Manenti Roque, Jenifer da Silva Gonçalves, Liandra Cadorin Concencio, Luiz Gustavo Contessi, Lucas Dal Toé, Natana Favero Dagostin e Caroline da Silva Garcia (orientadora). De acordo com esta pesquisa, constelações são grupos de estrelas que vistas da Terra parecem estar próximas umas das outras e que formam uma determinada figura no céu. A proximidade destas estrelas é apenas aparente, devido ao ponto de vista de um observador da Terra. Na realidade as constelações são criações humanas, não são grupos de estrelas necessariamente ligadas entre si. Aliás, a grande maioria das estrelas de uma constelação não possui nenhuma ligação “especial” com as outras estrelas da mesma constelação. Uma constelação não é apenas um grupo de estrelas, mas também determinada região do céu associada ao grupo de estrelas. As Estrelas são corpos celestes que têm luz própria. Elas são, na verdade, esferas gigantes compostas de gases que produzem reações nucleares mas, graças à gravidade, podem se manter vivas (sem se explodir) por trilhões de anos. Na nossa galáxia – a Via Láctea – existem mais de cem bilhões de estrelas. O Sol é uma delas e a Estrela cadente é o nome popular como é conhecido o meteoro. A estrela cadente resulta do lançamento de uma partícula sólida que se evapora. O resultado é um efeito luminoso. Desde a antiguidade, as pessoas contemplavam o planeta Vênus no céu, e pensavam que se tratava de uma “estrela”, muito decorrente ao seu brilho ser muito intenso. Como se sabe, os planetas não possuem luz própria, entretanto seu brilho provém do Sol. Sem esse conhecimento e sem um telescópio para observá-lo melhor, as pessoas o classificavam como estrela d’alva, Vésper e até mesmo de estrela do pastor. Já o trabalho da descelulatização de órgão teve a participação do aluno do terceiro ano do ensino médio Luiz Alfredo Martins Dal Toé, da professora Katiane Martinello Favarin(orientadora do lab de bio) e Prof. Rita de Cássia Marcon Pescador (orientadora do projeto). De acordo com esta pesquisa,” a partir da inovação da Bioengenharia de Órgãos, a ciência descobriu novos métodos de evitar a rejeição de órgãos implantados e facilitar o aumento do banco de órgãos destinados aos transplantes no caso de falta do mesmo. A Descelularização foi descoberta com o intuito de promover órgãos fantasmas, sem qualquer vestígio de material celular. Através da lise celular é despovoada a parede do órgão permanecendo somente a estrutura proteica do tecido. Este processo é necessário para um futuro repovoamento de células do paciente receptor. É assim que possibilita a adaptação quase que completa, sem qualquer outro problema de rejeição. Portanto, o objetivo da experiência é desenvolver uma solução para que ao entrar em contato com o órgão faça a descelularização, ou seja, remova todo o material celular deixando somente a estrutura proteica. Parabenizamos esta bela iniciativa entre universidade e escola, no intuito de resgatar a importância da pesquisa na produção de conhecimento!!

Fontes: (Arquivos da EEB João Colodel, imprensa UNESC)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.