A importância de pensar sob uma ótica diferente

Segundo Allan Percy ” a maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente”....

Geral
Por: Colunista Geral
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Segundo Allan Percy ” a maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente”. Com esta máxima o escritor especialista em coaching e literatura estabelece um ponto importante que nos faz refletir sobre a educação das nossas crianças e jovens. Sabemos que a tradição filosófica e científica tem nos ensinado ao longo do tempo que não existem verdades absolutas e assim que a sociedade evolue, seus pensamentos a cerca do conhecimento também vão mudando. A história nos mostrou quão nocivo para a humanidade é a fixação num pensamento único, onde não se permite o olhar diferente. Em nome de certas verdades oriundas do senso comum, das tradições e das religiões se eliminou muitas pessoas ao longo da história. Quando não se eliminava fisicamente, partia-se para a desqualificão moral e intelectual da pessoa em questão. Desta forma gênios foram encarcerados sob o estigma da loucura, da alienação e do comportamento excêntrico, o qual significava um perigo real para manter o ordenamento da sociedade e seu status quo. Sabemos que é saudável para o pensamento filosófico- científico estabelecer o direito ao contraditório incentivando ao pensar diferente e assumir vários pontos de vista. Pois todo ponto de vista é a vista de um ponto que alguém pode perceber e outro não. Ao mesmo tempo em que se respeita um pensamento diferente, também se respeitam as diferenças, os diferentes e tudo aquilo que foge do sempre igual e unidimensional. Segundo Allan Percy, ” pensar é um trabalho árduo. Não é à toa que não é ensinado nos colégios e a filosofia tem peso quase insignificante no currículo escolar”. O grande problema de quem não pensa é seguir sempre o pensamento do outro, abdicando de tomar decisões e tomar nas mãos o seu próprio destino; em outras palavras nunca terá responsabilidade, pois ao ficar na sombra das ideias alheias sempre se achará no direito de achar um culpado pelo seu destino, já que não foi idealizado por ele. Com efeito ao exigir que as pessoas sempre pensem como nós, estamos na verdade formando seguidores e não homens livres e verdadeiros pensadores. A velha máxima do filósofo francês Voltaire deve ser o lema de todos que estudam e ensinam: ” Não concordo com uma palavra que tu dizes mas reservo-te até a morte o teu direito de dizê-la”. Nisto se resume todo o postulado da liberdade e da igualdade que foram tão caras ao movimento iluminista pelo esclarecimento; o contrário disso é um retorno a idade das trevas, da irrazão, da tirania e da ditadura de um pensamento unidimensional.

Fontes( Nietzsche para estressados de Allan Percy, François A. M.Votaire, Herbert Marcuse, L.Boff)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.