A festa de corpus Christi

Nesta última quinta-feira 31/05, a comunidade católica mundial comemorou  a festa de corpus Christi; considerado um dia santo para a igreja católica, este dia também é feriado nacional. É...

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Por: Colunista Geral
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Nesta última quinta-feira 31/05, a comunidade católica mundial comemorou  a festa de corpus Christi; considerado um dia santo para a igreja católica, este dia também é feriado nacional. É o único dia do ano que a igreja permite que o Santíssimo saia a rua em procissão  junto dos fiéis. As ruas são enfeitadas com lindos tapetes multicoloridos formados por borras de café, pó  de Serra de madeira, flores, papéis picados entre outros materiais dependendo da cultura e tradição local.  Segundo o Prof. Aquino, ” Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma”.  Desta forma a  Eucaristia se torna a fonte da qual flui o alimento que mantém a vida dos cristãos, pois contém a própria essência crística.  Segundo Aquino ” a Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia”. Segundo muitos historiadores coube ao Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenar  ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão, e quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. A seguir na data de 11/08/1264 o mesmo Papa aprovou uma Bula chamada “Transiturus de mundo”, na qual prescrevia que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor.  De acordo com O prof.  Felipe , foi no ano de1247 em plena idade média que realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois a partir do séc. XIV se torna mundial quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial para todo o universo católico. Coube todavia ao  Papa João XXII no ano 1317 publicar na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. Após a oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.  A partir  daí começaram  as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos e louvores. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus redivivo e presente  na Eucaristia.  Importante ressaltar que o mundo cristão a partir do protestantismo de Lutero e Calvino tem uma percepção diferente da eucaristia em relação a parte cristã católica. Enquanto nos primeiros o pão e vinho representam apenas um símbolo do corpo e sangue de Jesus, no catolicismo ocorre uma real transubstanciação mística deste pão e vinho tornando-se o corpo e sangue do Senhor Jesus. Por outro lado alguns mais críticos afirmam que a festa de corpus Christi deveria chamar- se Spiritus Christi, e assim transcender o caráter materialista reificado na palavra corpo. Com efeito deixando as contradições de lado, a grande maioria católica reconhece o valor mistico da Eucaristia com a divina presença do Cristo. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja , sendo estas relíquias eucarísticas objeto de pesquisa no campo da técnica e da ciência. Portanto a veneração a Corpus Christi remete ao campo da fé, e pela fé se mantem a tradição, a crença e a mística da divina presença no pão e no vinho!!

 

Fonte:( Prof. Felipe Aquino- O segredo da Sagrada Eucaristia)

 

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.