A destruição do maior primado da Ética

Não vou me ater a motivos ou razões pelas quais o ser humano infringe sofrimentos ao seu semelhante; desde os primórdios da história humana a tragicidade tem nos acompanhado...

Geral
Por: Colunista Geral
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Não vou me ater a motivos ou razões pelas quais o ser humano infringe sofrimentos ao seu semelhante; desde os primórdios da história humana a tragicidade tem nos acompanhado e apesar de todos os esforços ainda não compreendemos o comportamento humano. Sabemos que um dos desafios mais complexos da filosofia, da psicologia e da antropologia é abordar sobre o problema do Mal no mundo; Tentar entender o consciente e o inconsciente humano é como adentrar num universo sem limites. A nossa Razão (pensamento, consciência) como dizem os psicanalistas se comporta como uma velha louca que mora numa casa desabitada chamada corpo, cheia de porões obscuros, reco-recos e esconde-esconde. A linha que separa a lucidez da loucura é tênue e fragil. Dentre vários imperativos que movem o agir humano, para além dos princípios do prazer, do ter, temos o grande chamado da moral e da ética para Ser; para sermos mais humanos, fraternos, solidários, justos, pacíficos e promotores da vida e não da morte. A Sabedoria de todos os tempos foi sintetizada na máxima cristã: ” Não faça para o outro o que não gostaria que fizessem a si mesmo”; ou num sentido positivo ” faça ao outro só apenas o que gostaria que fizesse a si mesmo”. Temos aqui um dos maiores imperativos categóricos que norteiam toda a ética e o agir humano. Ao respeitar este princípio, estaremos dizendo um sim a Vida e nos tornando os promotores daquilo que ela tem de melhor. Todavia, ao analisarmos os tipos de violência e maldades perpetradas pelo ser humano podemos dizer que implicam numa afronta direta a este primado ético, pois algo foi feito para o outro, mas o seu agente não gostaria que lhe fizessem o mesmo. Aqui estamos numa fronteira diferente que desafia toda a razão humana e a ética humanista, quando o agente perpetrador do mal, faz a maldade para o outro e para si; se enquadram neste modelo os atentados de toda espécie onde no final depois de tirarem a vida de seu semelhante, acabam por tirar a própria vida . O Primado ético reitera que se faça ao outro somente o que queremos que se faça a nós; porém, quando os atentadores contra a vida praticam o suicídio no término de seu ato, poderá se conjecturar que estariam de alguma forma cumprindo o preceito ético por fazer a mesma coisa para o outro e para si!? Mas não, este procedimento implica numa forma de perversao da própria ética, visto que todo pressuposto ético se move pela busca do bem e da felicidade. Por isso afirmamos que este comportamento negativo implica na destruição da própria ética, da moral e da lei. É um mergulho num estado de selvageria remanescente de eras primevas que ainda não foram depuradas da alma humana. Procurar achar um culpado das mazelas humanas, acredito que seria inapropriado e não teríamos condições de culpar alguém. Ao homem foi dado escolhas desde início entre o bem e o mal, e teimosamente as vezes ele opta pelo mal, assim como Caim que matou seu irmão e naquele momento liquidou com a quarta parte da humanidade; não nos iludamos, somos descendentes dele!!
Que Deus tenha compaixão de nós!!

Fontes(Sigmund Freud, Aristóteles, Platão, Genesis, J.P Sartre)

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.