7 de Setembro – 197 anos após

A semana da pátria que culmina com o dia da independência do Brasil de Portugal evoca em todos nós sentimentos de patriotismo, liberdade, amor ao torrão natal e acima...

Geral
Por: Colunista Geral
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A semana da pátria que culmina com o dia da independência do Brasil de Portugal evoca em todos nós sentimentos de patriotismo, liberdade, amor ao torrão natal e acima de tudo o sentimento de pertencimento a um país e tudo o que ele representa. Após as guerras napoleônicas e a fuga da família real para o Brasil, já estava nos planos do rei Português Dom João VI voltar a Portugal e continuar sendo rei por lá, mas deixar seu filho Pedro para um dia reinar por aqui. E confessou isso a seu filho ao dizer “que antes fosse para ele( Pedro) o trono do Brasil, do que para os muitos aventureiros que desejavam o poder político”. Enfim, após as tentativas de recolonização do Brasil pelas coortes portuguesas, Dom Pedro na qualidade de Príncipe Regente, ganha o apoio do povo brasileiro no memorável dia do Fico(no qual não aceitou voltar para Portugal) e no histórico grito do Ipiranga, que na verdade representou o brado da independência e a ruptura definitiva com Portugal. O sonho acalentado por muitos enfim se torna realidade; Se antes tínhamos apenas uma nação em torno de um território que não era nosso, agora com a independência passamos a ser um grande País, o maior dos trópicos na América do Sul; Todavia esta liberdade tão festejada se deu apenas no campo político, pois economicamente passamos a depender da Inglaterra e mais tarde dos Estados Unidos. A dívida que Portugal devia a Inglaterra generosamente foi assumida pelo Brasil que apesar de todas as riquezas e de todo ouro levado pelos portugueses, já nasce com uma enorme divida a pagar. Dois milhões de libras esterlinas foi o valor imposto ao governo brasileiro por Dom João VI para Portugal reconhecer nossa independência. Aqui está o princípio de nossa dívida externa que coube a cada governante principalmente na república ampliá-la até aos dias atuais. Infelizmente a tão propalada independência não foi para todos em 1822; negros continuaram na escravidão, índios sem direitos e os mais pobres sem apoio. Coube a elite política e a aos grandes proprietários de terras o usufruto dos benefícios econômicos que o jovem País dispunha. Hoje, passados quase 200 anos, saímos do império para república e entramos no novo milênio como um país em desenvolvimento, possuindo uma das economias mais fortes do planeta e um potencial para sermos um grande país. Todavia o sangue dos mártires tanto do império quanto da república ainda clamam por justiça social e igualdade de direitos. O belo hino da independência elaborado por Dom Pedro I e Evaristo da Veiga ainda precisam ser concretizados: ” já podeis da pátria filhos ver contente a mãe gentil…pois, já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”. O sonho acalentado no coração de cada filho desta terra além da liberdade é poder trabalhar dignamente, estudar, e desenvolver as potencialidades com igualdade de oportunidades para todos. No seio da pátria mãe todos seus filhos devem ser amparados e protegidos. Por isso cada um de nós é convocado para dar o melhor de si, para juntos construirmos o país dos sonhos materializado na nossa realidade concreta! Parabéns aos brasileiros!

Fontes( história do Brasil: colonia- império e república. Hino da independência por D. Pedro I e Evaristo da Veiga. Foto desfile de 7 de setembro da EEB João Colodel))

José Pedro Idalino

Eu sou o professor Jose Pedro Idalino, e sou natural de Turvo, filho da capital Turvo Baixo. De 1979 a 1985 fui seminarista da Ordem dos servos de Maria. Me formei na PUC do Paraná em 1987 com licenciatura em Filosofia e bacharelado em História e psicologia. Iniciei minha carreira de professor, começando no Pedro Simon em Ermo depois Jorge Shultz e colégio estadual de Turvo atual EEB Joao Colodel, no qual estou a 29 anos e hoje atuo na direção do Colégio pela segunda vez. Trabalhei como professor também em escolas particulares como Objetivo, Energia e Universidades como Unisul, Unibave e Unesc. Na Unesc fiz pós graduação em História e Mestrado em Educação. Atuei como professor por 15 anos em cursos como História, Matemática, letras, arquitetura, enfermagem, Artes visuais, Psicologia, Engenharia de materiais, Pedagogia, Administração comercio Exterior e Direito.